15/3/2010
Demolição sustentável: bom para o bolso e para o meio ambiente
Painéis do MIS, da artista Muti Randolph, com imagens de grandes ícones da música nacional
Você já deve ter ouvido falar do conceito de “construção verde” ou “construção sustentável”, aquela que tem menor impacto sobre o meio ambiente, utiliza materiais provenientes de fontes de rápida reposição e/ou recicláveis e prevê o menor consumo energia e de água possível, entre outros fatores. Mas você sabia que é possível ser sustentável até mesmo durante a fase de demolição de um imóvel?
Na Bélgica e na Alemanha, esse conceito já está bastante difundido, segundo especialistas do setor de construção civil. Por conta da falta de espaço, esses dois países da Europa acabaram desenvolvendo uma forma de “desconstruir” que consegue reduzir bastante os transtornos causados por uma demolição convencional, como poeira, barulho e sujeira, e ainda é eco friendly. É o caso da demolição do antigo prédio da boate Help, em Copacabana, que dará lugar à nova sede do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
A separação e seleção dos materiais que podem ser reaproveitados ou reciclados, tanto na obra, quanto fora dela, é feita com o auxílio de máquinas e uma equipe especializada. O que pode servir de matéria-prima para a fabricação de novos materiais permanece no canteiro de obras, como é o caso das placas de concreto que podem ser trituradas para fabricar novas. O que pode ser reciclado ou reaproveitado fora dela já sai com destino certo: é negociado com ONGs e cooperativas de artesãos e/ou de catadores de lixo, contribuindo para reduzir significativamente os gastos com transporte e a emissão de gases com potencial de efeito estufa, além de beneficiar quem vive desse tipo de comércio.
As demolições sustentáveis também são submetidas a entidades certificadoras, assim como as construções, para obter o selo que garante o padrão desse modelo: BREEAM é o nome do método inglês e LEED é o nome do método americano.
Por Amanda Nunes