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Câncer de mama: Anvisa concede nova indicação terapêutica para o lapatinibe

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de conceder a alteração na autorização condicional de comercialização do lapatinibe (Tykerb®), da GlaxoSmithKline (GSK), no Brasil, para uma nova indicação terapêutica. O lapatinibe, desta vez combinado com o letrozol — um inibidor da aromatase (AI) —já pode ser usado no tratamento de mulheres pós-menopáusicas com câncer de mama metastático com superexpressão de HER2 (ErbB2), positivo para o receptor hormonal (HR+), e para as quais a quimioterapia pode não estar prevista.

A nova indicação desafia a opção de tratamento até então utilizada, quando o lapatinibe — que é uma terapia alvo-dirigida oral —, deveria ser, obrigatoriamente, combinado com a capecitabina, um tipo de quimioterápico também oral. “Vivemos um novo momento, no qual o oncologista poderá ampliar suas escolhas de tratamento, adequando-o ao perfil de suas pacientes. A novidade beneficiará muitas mulheres que sofrem com o doença, já que 70% das que têm câncer de mama são hormônio positivas”, destaca o Dr. Císio Brandão, gerente médico da GSK Oncologia.

O médico explica que a superexpressão de HER2 em pacientes com câncer de mama com receptores hormonais positivos confere uma resistência endócrina relativa ao câncer que pode dificultar o controle da doença. “A combinação de lapatinibe com um inibidor de aromatase confere às pacientes selecionadas um controle da doença, sem a necessidade de uso de agentes quimioterápicos por um período significante”, afirma o Dr. Brandão.

O resultado do estudo Fase III (EGF30008) que levou à nova indicação de comercialização do lapatinibe (Tykerb®) envolveu mais de 1.200 mulheres pós-menopáusicas com câncer de mama metastático. Esse ensaio randomizado avaliou o lapatinibe em combinação com o letrozol em mulheres com câncer de mama metastático HER2 positivo ou negativo e receptor hormonal positivo (HR+). O letrozol é uma terapia reconhecida no tratamento de câncer de mama HR+. O objetivo primário desse estudo foi avaliar a sobrevida livre de progressão da doença.
As análises finais mostraram que a combinação do lapatinibe (Tykerb®) com o letrozol, como tratamento de primeira linha para essas pacientes, proporcionou uma melhora significativa no tempo de progressão da doença quando comparada ao tratamento com letrozol mais placebo. Mulheres diagnosticadas com câncer de mama metastático HER2 positivo e HR+ apresentaram um aumento significativo na sobrevida livre de progressão da doença se comparadas às mulheres tratadas exclusivamente com letrozol mais placebo — 8,2 meses versus 3,0 meses, respectivamente.

Os receptores do fator de crescimento, tais como aqueles na família HER (ErbB), desempenham um papel fundamental no crescimento e sobrevida celular. Utilizar esses receptores proteicos como alvo terapêutico é uma forma pela qual as células cancerosas podem ser atingidas e o crescimento tumoral impedido. Por sua vez, um número importante dos casos de câncer de mama são HR+ e somente um terço dos tumores HR+ respondem ao tratamento de primeira linha com o inibidor de aromatase (Als). Além disso, tumores que inicialmente respondem aos Als podem tornar-se resistentes, levando à progressão da doença.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) indicam que 25 milhões de mulheres no mundo serão diagnosticadas com câncer de mama nos próximos 25 anos e mais de dez milhões podem morrer nesse período. A cada ano são disgnosticados 1,3 milhão de novos casos de câncer de mama no mundo. Na população brasileira, esse é o tipo de câncer mais incidente, correspondendo a três em cada dez casos de câncer diagnosticados entre as mulheres. Para 2010, são previstos 49 mil novos casos.

Estudos recentes têm revelado interações entre os receptores HR e ErbB como um contribuinte primário para o desenvolvimento da resistência e serviram como a hipótese básica deste estudo.

Sobre o EGF30008

O EGF30008 é um estudo fase III randomizado, duplo cego e controlado com placebo em 1.286 mulheres pós-menopáusicas com câncer de mama metastático HR+. As mulheres do estudo foram randomizadas para se comparar a eficácia da terapia de primeira linha com lapatinibe, uma pequena molécula inibidora dual da tirosina quinase, e o inibidor da aromatase letrozol versus a monoterapia com letrozol. Na randomização, as pacientes receberam letrozol 2,5 mg uma vez ao dia mais lapatinibe 1.500 mg, ou letrozol 2,5 mg, mais placebo.

O desfecho primário do EGF30008 era a sobrevida livre de progressão na população HR+/HER2-positiva e, secundariamente, na população (intention to treat) ITT total. Os desfechos secundários incluíam o índice de resposta global (ORR), o índice de benefício clínico (CBR), o tempo de resposta, a duração da mesma, a sobrevida global, avaliações de segurança e qualidade de vida. A terapia hormonal era permitida no cenário adjuvante somente (um ano antes do ingresso no estudo) e o cruzamento não era permitido.

Por meio de testes centrais independentes, 219 pacientes foram consideradas HER2 positivas. No estudo, as mulheres nessa população de pacientes que receberam a terapia combinada de lapatinibe e letrozol apresentaram uma sobrevida média livre de progressão significativamente aumentada, em comparação com o tratamento apenas com letrozol (8,2 meses versus 3,0 meses respectivamente, HR=0,71, p=0,019).

Os eventos adversos observados com lapatinibe mais letrozol foram, principalmente, diarréia e erupção cutânea, que geralmente apresentavam grau 1 ou 2 de gravidade e eram manejáveis. Náusea e vômito também ocorreram com frequência, bem como perda de apetite e fadiga. O perfil de segurança do lapatinibe (Tykerb®) foi compatível com os resultados anteriormente relatados a partir de estudos com lapatinibe na população com câncer de mama metastático ou avançado.

Sobre o Tykerb® (lapatinibe)

O lapatinibe é uma pequena molécula inibidora dos receptores do tipo tirosina quinase EGFR e HER2. O estímulo do EGFR e HER2 está associado com a proliferação celular e com processos múltiplos envolvidos na progressão tumoral e metástases. A superexpressão desses receptores tem sido relatada em vários tumores humanos e está associada a um prognóstico ruim com sobrevida global reduzida.  O Tykerb® inibe as atividades enzimáticas da tirosina quinase do HER1 e HER2, o que bloqueia uma série de sinais bioquímicos associados ao crescimento tumoral.

No Brasil, o Tykerb foi aprovado em 2007. Em combinação com a capecitabina, é indicado para o tratamento de pacientes com câncer de mama avançado ou metastático cujos tumores superexpressam HER2. As pacientes devem ter doença progressiva após terapia anterior com trastuzumabe no contexto metastático. Como tratamento oral, o lapatinibe dá às pacientes a liberdade de passar preciosos meses extras com os amigos e a família sem as amarras restritivas das internações hospitalares.

A nova aprovação da Anvisa autoriza o seu uso junto com um inibidor da aromatase em pacientes com câncer de mama metastático superexpressando HER2 (ErbB2) e positivo para o receptor hormonal em todo o Brasil. A combinação de lapatinibe e um inibidor da aromatase também foi aprovada nos Estados Unidos em fevereiro de 2010 e, em seguida, nos 27 estados membros da União Europeia.

A GSK está avaliando o lapatinibe tanto sozinho quanto em combinação com outras terapias, como a quimioterapia e outros agentes específicos, no âmbito do espectro do câncer de mama positivo para HER2, desde o câncer inicial até o câncer metastático, assim como outros tipos de câncer que também expressam o HER2. Ensaios clínicos também estão em andamento em relação a vários outros tumores sólidos que superexpressam HER1 e/ou HER2.

GSK na Oncologia

A GSK Oncologia dedica-se a produzir inovações no câncer capazes de fazer profundas diferenças nas vidas das pacientes. Por meio de uma abordagem revolucionária da GSK junto ao leito da paciente, a companhia está transformando a maneira pela qual os tratamentos são descobertos e desenvolvidos, resultando em um dos canais mais robustos no setor de Oncologia. Sua pesquisa mundial em Oncologia inclui colaborações com mais de 160 centros de câncer. A GSK está cercando o câncer por todos os lados com uma nova geração de tratamentos focados nas pacientes, seja na área de prevenção, atendimento de apoio, quimioterapia e terapias específicas.

 



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GSK

 A GlaxoSmithKline, líder mundial na criação de soluções terapêuticas, vivia em 2008 um movimento global para tornar-se referência na área de Oncologia. A empresa estava à frente de pesquisas avançadas e descobertas promissoras e estabeleceu parcerias com os maiores centros de câncer do mundo. Dessa forma, além de alcançar o público leigo, a GSK buscava reforçar a conscientização dos seus funcionários sobre a atuação da companhia nessa área. O primeiro passo nesse sentido foi a apresentação para o público interno do então recém-lançado ...

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